Resenha do filme: Divertida Mente

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Divertida Mente
Atores principais (vozes nacionais): Miá Mello (Alegria), Katiuscia Canoro (Tristeza), Dani Calabresa (Nojinho), Otaviano Costa (Medo) e Leo Jaime (Raiva).
Gêneros: Animação, comédia, família
Direção: Pete Docter
Duração: 94 minutos
Lançamento: 18 de junho de 2015
País: Estados Unidos

Crescer pode ser uma jornada turbulenta, e com Riley não é diferente. Ela é retirada de sua vida no meio-oeste americano quando seu pai arruma um novo emprego em São Francisco. Como todos nós, Riley é guiada pelas emoções – Alegria, Medo, Raiva, Nojinho e Tristeza. As emoções vivem no centro de controle dentro da mente de Riley, onde a ajudam com conselhos em sua vida cotidiana. Conforme Riley e suas emoções se esforçam para se adaptar à nova vida em São Francisco, começa uma agitação no centro de controle. Embora Alegria, a principal e mais importante emoção de Riley, tente se manter positiva, as emoções entram em conflito sobre qual a melhor maneira de viver em uma nova cidade, casa e escola.

Quando fui ao cinema assistir Divertida Mente, foi por causa da indicação de várias pessoas. Mesmo que elas falassem tão bem da animação, eu ainda não levava muita fé. “Bonecos em forma de sentimentos na mente das pessoas? Deve ser daqueles clichês cheio de lições de moral”, pensei. Ah, como eu estava errada! Esse filme é, provavelmente, o melhor do ano pra mim!

Antes de mais nada, vamos conhecer os personagens desse filme:

Riley é uma garotinha comum que, assim como todas as criaturas vivas, têm as emoções dentro da cabeça. Ela mora com sua mãe e seu pai – e mal sabe que sua rotina está prestes a virar de cabeça para baixo!

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Mas espera aí: emoções? Que emoções são essas? Apresento-lhes Alegria, Tristeza, Nojinho, Medo e Raiva:

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Ok, agora vamos à resenha.

Quando a pequena Riley nasceu, a Alegria ganhou vida em sua cabecinha. Ela não entendia muita coisa, mas apertou um simpático e grande botão, fazendo a menina sorrir. Alegria pensou que aquele sentimento gostoso seria eterno. Porém, isso durou alguns segundos, até que a Tristeza colocou suas mãozinhas no botão e fez Riley chorar. E assim começa essa história, com a inclusão de outros três trabalhadores do núcleo central: Medo, Raiva e Nojinho.

Falando de dentro do cérebro, deixa eu explicar ainda: cada emoção é transmitida através de uma cor, como vocês devem ter percebido. As memórias das pessoas são armazenadas em espécie de bolas, e elas são das cores que aquela lembrança remete. Se foi um momento bom, será amarela (alegria); se foi algo triste, será azul (tristeza), e assim por diante. Nossas memórias são armazenadas a longo prazo, podendo ser acessadas a qualquer momento. Sabe aquela música super chata que, de vez em quando, volta à sua cabeça? É uma memória a longo prazo que alguém está achando graça em colocar pra tocar! 😀

Riley aos 11 anos era muito feliz vivendo na cidade de Minnesota, Estados Unidos. Ela achava que nada poderia estragar a alegria de viver com seus pais, ter amigos incríveis, jogar hockey (e ser muito boa nisso) e se divertir na neve. Até que seu pai recebe uma proposta de emprego e a família se muda para São Francisco, na Califórnia.

Abre um grande parênteses aqui pra dizer que EU AMEI ESSA ESCOLHA DE CIDADE! Quem me acompanha sabe que eu AMO São Francisco, então fiquei toda animada extremamente eufórica quando vi, na sala do cinema, a ponte Golden Gate, a Lombard Street e até a névoa! Eu não tinha visto o trailer nem lido a sinopse antes, então eu não sabia que eles iam a São Francisco! Obrigada pela atenção, fecha parênteses.

Pois bem, Riley não gostou nadinha da mudança, e suas memórias que, antes, eram amarelas de alegria, começam a se tornar azuis, verdes, roxas e vermelhas. Sua nova casa tinha ratos, o caminhão da mudança estava perdido e ela não tinha amigos na cidade. Além disso, ninguém fazia ideia de que, dentro de sua cabeça, a Alegria e a Tristeza tinham sido sugadas para longe do núcleo, sem conseguir voltar à cabine de comando. O que todos viam por fora era uma Riley sem emoção – sem alegria e sem tristeza. Vazia. Dentro de sua cabeça, a confusão tomava conta. Nojinho, Medo e Raiva tentavam comandar a menina (sem sucesso, é claro!) enquanto Alegria e Tristeza tentavam achar o caminho de volta à central. (Na verdade, quem mais trabalhava era a Alegria, uma vez que a Tristeza estava triste demais pra fazer qualquer coisa.) E a aventura estava prestes a começar! (frase clichê, eu sei, mas não me contive).

resenha do filme divertida menteEssa é a central de comando!

resenha do filme divertida menteEstá vendo todas essas bolas coloridas? Essas são as memórias de longo prazo de que falei antes.

Eu passei três dias me perguntando como iria escrever essa resenha, e cheguei a cogitar escrever apenas um ASSISTA grande na tela, mas mudei de ideia. A verdade é que esse filme é tão diferente, tão bem feito, tão pensado nos mínimos detalhes que eu não sei muito bem o que falar dele. Ele expressa perfeitamente as atitudes de qualquer pessoa, colocando as emoções à frente de qualquer coisa, o que é muito verdadeiro!

Acredito que a essência geral do filme é mostrar que, ao contrário do que se pensa e do que se vê até quase o final da história, é que a Tristeza tem a sua importância – não só no longa, mas nas pessoas. É essencial que às vezes nos sintamos tristes, pois é esse sentimento que vai nos fazer colocar pra fora o que nos machuca, garantindo que estaremos renovados depois dessa fase. O papel dessa emoção fica bem incerto até certa parte do filme, e chega a dar pena, porque ela sempre faz tudo errado. Mas o final é muito bonito, não é clichê e mostra que, mesmo os sentimentos “não tão bons” sempre são úteis e necessários para construir nossa personalidade e nossa vida.

Me perguntei, a certo ponto, como se deu a escolha de apenas essas cinco emoções – pois afinal, existem várias outras que são muito importantes também. Mas o filme não deixa nada a desejar por esse quesito, e em nenhum momento a gente sente falta do amor, da coragem ou do desespero, por exemplo. Eu não sei qual foi a receita, mas o resultado ficou excelente.

Sabe quando você sai do cinema com a certeza de que sua vida mudou? Eu fiquei imaginando as minhas emoções (usando óculos de armação rosa! 😀 ) dentro da minha cabeça, apertando botões, me mandando memórias e acionando coisas a todo o momento. A minha resenha não fez jus ao filme, mas eu fecho com uma palavra simples: ASSISTAM. Apenas.

Não te convenci? Tenho certeza que o trailer vai fazer esse trabalho:

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21 comentários

  1. Responder

    Cecília Maria

    julho 22, 2015

    Esse filme é muito, muito lindo, um amor! Eu já entrei no cinema cheia de expectativa porque todo mundo estava falando super bem, então as chances de eu me decepcionar eram enormes. Mas ainda bem que isso não aconteceu. Saí do cinema completamente encantada. O filme é de uma genialidade incrível, com um roteiro bem bacana e uma proposta super interessante. E se tornou ainda melhor pra mim porque eu tinha acabado de fazer uma prova sobre memória e foi muito legal ver tudo que eu estudei sendo mostrado de uma forma mágica na tela do cinema, para crianças (e para os grandinhos como eu que amam uma animação). Quando alguém me diz que não gostou do filme eu tento não julgar, mas, gente, não tá sendo fácil hahaha

    • Responder

      Gabi Orlandin

      julho 25, 2015

      Cecília, não vi ninguém dizendo que não gostou do filme ainda, mas se eu ouvir, vou achar que estão tirando sarro da minha cara, hahaha! É fofo e inteligente demais pra não gostar!
      Beijos.

  2. Responder

    ludmila

    julho 22, 2015

    ah esse filme deve ser muito fofo, to louca pra assistir.

    • Responder

      Gabi Orlandin

      julho 25, 2015

      Assista mesmo, você vai amar!
      Beijos.

  3. Responder

    Carla Nascimento

    julho 22, 2015

    A Pixar tem esse poder de fazer a gente sair do cinema com a sensação de que a vida mudou. Esse filme explodiu minha cabeça. [heart] [heart] [heart] [heart] [heart]

    • Responder

      Gabi Orlandin

      julho 25, 2015

      Que bom que não fui a única com essa sensação, Carla! hahaha
      Beijos.

  4. Responder

    Beatriz Cavalcante

    julho 22, 2015

    Estou louca para assistir esse filme. Vi uma reportagem no jornal e um brasileiro trabalhou na parte de animação. Foram feitos 3 segundos do filme por semana então eu fico me perguntando quando tempo demorou para terminar. 😮 Acho que esse é o motivo que me fez querer assistir, além é claro, da tristeza que mal conheço e já considero pacas. <3

    Beijos!

    • Responder

      Gabi Orlandin

      julho 25, 2015

      Oi, Bia!
      3 segundos POR SEMANA? Não consigo nem imaginar isso! Sério, me sinto até orgulhosa de ter assistido e gostado tanto, hahah! E que legal que um brasileiro fez parte.
      A tristeza é um amoooor, haha! A mais engraçadinha. Assista, você vai amar <3
      Beijos.

  5. Responder

    Helio oliveira souza

    julho 22, 2015

    Ainda não tive a oportunidade de ver mas todos que viram dizem que e muito bom

  6. Responder

    Daniela Carvalho

    julho 22, 2015

    Eu não dava muito ibope para o filme quando vi alguns trailers, mas quando resolvi ir vê-lo foi só amor. Adorei a mensagem que o filme passa pras pessoas, e sem contar que todos os personagens são apaixonantes.

    • Responder

      Gabi Orlandin

      julho 25, 2015

      O filme impressiona todo mundo, né? *-* A mensagem que ele passa é linda mesmo, como se não bastasse a história ser tão fofa.
      Beijos.

  7. Responder

    Bárbara

    julho 22, 2015

    Fiquei curiosa… ja estava vendo algumas coisas sobre o filme mas mão sabia exatamente do que se tratava. Agora a vontade de ver ficou bem grande.

    • Responder

      Gabi Orlandin

      julho 25, 2015

      Assista, Bárbara! Tenho certeza que você vai amar! É quase impossível não amar, na verdade. Hehe!
      Beijo.

  8. Responder

    May

    julho 24, 2015

    Ai Gabi, assisti a esse filme ontem e fiquei encantadíssima, assim como você! A tristeza tem toda essa carga negativa, mas, no final, eu AMEI o final que deram pra ela! Aliás, tudo no final do filme se encaixou tão binitinho!

    Beijinhos,
    May :*

    • Responder

      Gabi Orlandin

      julho 25, 2015

      Como não ficar, né May? Também amei o papel final da tristeza! Muito fofo e emocionante, deu pra entender porque deram tanto foco pra ela durante o filme, mostrando como ela sempre fazia tudo errado, hehe. Também tive a sensação de que tudo no filme tinha um motivo. Muito bem pensadinho <3
      Beijão.

  9. Responder

    Dai Castro

    julho 27, 2015

    Esse filme se tornou uma das minhas animações preferidas! A linguagem do filme é muito boa, a gente sai do cinema exatamente como você falou, imaginando todas essas emoções em nossas cabeças! Sensacional! Beijos <3

  10. Responder

    Geovanna

    novembro 20, 2015

    EEEEEH O final

  11. Responder

    erika rejane j. delfino

    novembro 30, 2015

    amei sua resenha pois do meu ponto de vista é um desenho animado que fala de coisas sérias e que precisamos desses turbilhões para fazer o equilíbrio de nossa mente, eu também amei o filme, tanto pela animação como pelo conteúdo. [happy]

  12. Responder

    Indy

    janeiro 17, 2016

    o que a tristeza fala quando a alegria pergunta por que ela está chorando [question] [question] [question]

  13. Responder

    michele

    abril 17, 2016

    arrasou [happy]

  14. Responder

    Roberto Sydney

    fevereiro 2, 2017

    Ótimo, Vcs do site estão de parabéns, que mesmo não vendo o filme ..lendo a resenha se entende, muito bem …Parabéns 😀

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